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Leitura que começa desde cedo




No dia 2 de abril é comemorado o Dia Mundial do Livro Infantil e a Editora Pedregulho tem um cuidado todo especial com seus pequenos leitores. Destacamos duas obras em nosso catálogo que tratam de universos lúdicos e educativos para crianças: “A galinha da Capoeira”, de Fabíola Colares, e o “Arquiteto Cego”, de Ruy Perini.


“A leitura, indispensável para o desenvolvimento, deve ser incentivada desde bem cedo. A minha frase poderia ser um clichê se no Brasil o incentivo à leitura tivesse a mesma importância do incentivo aos jogos eletrônicos e internet”, explica a escritora Fabíola Colares. Ela também ressalta que é importante aproximar a literatura com materiais adequados ao desenvolvimento psíquico e social da criança. “Quem lê, abre a mente para bifurcações de possibilidades e isso também é presente na literatura infantil”.


O escritor Ruy Perini também ressalta o papel dos pais em trazer o universo dos livros para dentro de casa. “Falo da minha experiência de ser estimulado desde cedo a ler vários tipos de literatura. Minha casa sempre teve muitos livros e lembro de meu pai lendo e minha mãe escrevendo e lendo cartas, muitas vezes para vizinhas que queriam se comunicar com parentes, mas não sabiam ler e escrever e pediam a ela para fazer”, conta.


Conheça os livros

“A galinha da capoeira”, de Fabíola surgiu em uma viagem pelo Nordeste quando experimentou um prato típico chamado "Galinha de capoeira com macaxeira”. Desde então, começou a escrever o livro lembrando sempre de seu filho e na mensagem que a obra iria passar. “O livro tem o cunho feminista, de transformação, da independência feminina, contra o patriarcado, representado pelo galo, que tem a postura de dono da situação, mas quem tem que tomar as atitudes para evitar a ida dos pintinhos e das outras galinhas para a panela é a galinha Manu”, explica a escritora.




Já o “Arquiteto Cego”, de Ruy Perini, é a história de um arquiteto que fica cego e é estimulado pelas sobrinhas a continuar a trabalhar. A ideia surgiu ao ler sobre a vida de Chris Downey, um arquiteto que ficou cego após operar um tumor no cérebro e começou a direcionar grande parte do seu trabalho para pessoas com deficiência, e também de uma história, contada por um professor do ensino médio, sobre a catedral de São Basílio, encomendada pelo Czar Ivã, “o terrível”. Segundo a versão, quando a catedral ficou pronta, o Czar mandou cegar o arquiteto para que ele nunca mais fizesse obra tão bela e grandiosa.


“Partindo desses dois fatos idealizei a estória das meninas Lena e Nina (inspiradas nas minhas netas) que encomendam uma casa de bonecas ao tio Teto, o arquiteto (inspirado no meu filho arquiteto), que é contratado pelo rei para fazer uma grande catedral. Na história ele fica cego acidentalmente, embora circule o boato de que havia sido o rei que o mandara cegar. Teto continua a trabalhar, dedicando-se a fazer obras acessíveis e também a fazer casas e cidades de brinquedo para as crianças do reino”, conta Ruy.


Em ambos os casos, os escritores relatam que as experiências ao apresentar os livros para as crianças são as melhores possíveis. “Percebo o interesse na transformação da galinha em capoeirista. As crianças têm um aguçado senso de percepção em relação ao papel da galinha Manu na defesa, no cuidado e, quase sempre, associam isso às próprias mães. Mais de uma vez ouvi as crianças falando que as mães também cuidavam delas, o que dá a entender é que são mães que criam sozinhas seus ‘pintinhos’”, explica Fabíola.


“A apresentação de uma obra assim para crianças é muito gratificante, pois as perguntas e observações são muito espontâneas. Querem saber como surgiu a ideia, falam de ideias próprias e do desejo também de escrever, mostram pequenos textos que estão escrevendo. É muito animador, pois temos oportunidade de ressaltar para os pequenos a importância do livro infantil como acesso à literatura e à cultura em geral”, finaliza Ruy.

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